A maioria dos donos de negócio local não tem um problema de conteúdo. Tem um problema de tempo. Você já sabe o que vale a pena dizer nesta semana — a oferta nova, o cliente que dirigiu uma hora para te encontrar, aquela coisa que todo mundo entende errado sobre o seu serviço. O que você não tem são três noites separadas para escrever tudo isso para o Google, o Facebook e o Instagram.
A boa notícia é que você não precisa de uma ideia nova para cada canal. Você precisa de uma ideia só, moldada de três jeitos. A armadilha é o atalho contrário: escrever uma vez e colar exatamente as mesmas palavras e a mesma foto em todo lugar. Isso passa uma impressão de preguiça para quem te acompanha em mais de um lugar, e, sem alarde, deixa alcance na mesa.
Veja como fazer a versão eficiente — uma ideia, adaptada — sem que pareça linha de montagem.
Comece com uma ideia central, não três
Antes de abrir qualquer aplicativo, escreva a versão simples. Não para publicar — para você. O que está acontecendo, para quem é e o que você quer que a pessoa faça em seguida.
Essa é a sua referência. Todo o resto é uma tradução dela, porque cada plataforma faz uma pergunta um pouco diferente sobre a mesma coisa:
- O Google quer saber: o que está rolando, e como eu faço para agir?
- O Facebook quer saber: isso rende conversa?
- O Instagram quer saber: isso faz valer a pena parar?
Quando você enxerga a ideia como uma coisa só com três missões, escrever fica mais rápido, não mais lento.
Perfil da Empresa no Google: coloque a ação na frente
Suas publicações no Perfil da Empresa no Google aparecem bem ao lado da sua ficha na Busca e no Maps, na frente de alguém que muitas vezes já está pronto para ligar, visitar ou reservar. Esse leitor não está procurando entretenimento — está perto de uma decisão. Trate a publicação mais como um aviso claro do que como uma história.
O Google oferece tipos de publicação estruturados — novidade, oferta, evento e produto — e cada um pode levar um botão de ação como Ligar agora ou Saiba mais (conforme as próprias orientações de publicação do Google). Abra com o benefício já na primeira linha, fique em dois parágrafos curtos e deixe o botão dizer "e agora".
Pule as hashtags aqui — a ficha do Google não é um feed que as pessoas percorrem por marcação. E uma foto nítida no formato 4:3 ou quadrado da coisa real (a fachada, o produto, a equipe) fica melhor na Busca e no Maps do que uma imagem vertical muito cortada (os guias de tamanho de imagem chegam às mesmas convenções 1:1 e 4:3).
Facebook: abra com um gancho, convide a responder
O Facebook premia conversa. A mesma oferta que soa como um aviso enxuto no Google precisa soar aqui como o começo de um papo. Abra com uma frase que faça a pessoa desacelerar, diga o que tem para dizer e então peça algo pequeno — um comentário, uma marcação, uma pergunta de volta. Deixe a legenda mais curta do que você imagina, com o gancho já na primeira linha, antes de o Facebook esconder o resto atrás do .
